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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Tyranni
Infraordem: Tyrannides
 Wetmore & Miller, 1926
Parvordem: Tyrannida
Família: Pipridae
 Rafinesque, 1815
Subfamília: Ilicurinae
 Prum, 1992
Espécie: C. caudata

Nome Científico

Chiroxiphia caudata
(Shaw & Nodder, 1793)

Nome em Inglês

Swallow-tailed Manakin


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Tangará

O tangará é uma ave passeriforme da família Pipridae.

Também conhecido como tangará-dançarino e dançador (Santa Catarina). O nome tangará supostamente deriva do tupi ata, andar; e carã, em volta; sendo correspondente ao vocábulo castelhano saltarin.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) kheir = mão; e xiphos, xiphidion = espada, punhal; e do (latim) caudata = com cauda, (longa/curta). ⇒ Asa de sabre com cauda longa.

Características

Possui cerca de 13 centímetros e apresenta forte dimorfismo sexual. Os machos têm plumagem azul-celeste, cauda preta com duas penas centrais mais longas que as outras e, no alto da cabeça, uma brilhante coroa vermelha. Os mais jovens são verde-oliva, diferindo das fêmeas pela coroa vermelha que nasce antes da mudança das plumas no restante do corpo; só atingem a plumagem adulta com dois anos de idade.

As fêmeas são verde-escuras, cauda mais longa que a dos machos, o que as torna ligeiramente maiores que estes. São, também, mais silenciosas.

Subespécies

Não possui subespécies.

Espécies Semelhantes

As fêmeas das espécies Tangará, Tangará-príncipe e Rendeira são muito parecidas, distinguindo-se por detalhes bastante sutis na sua forma (“shape”) e na coloração da plumagem, do bico, das pernas e pés. O [flautim] também tem semelhanças físicas que podem confundir com fêmeas de tangará, como anel periocular claro, bico curto e coloração esverdeada.

Fêmea de Tangará Fêmea de Tangará-príncipe Fêmea de Rendeira Flautim

Diferenças entre as espécies.

A característica mais distintiva que possui a fêmea do Tangará adulto é o seu par de retrizes centrais alongadas que não são encontradas nas outras duas espécies.
As pernas e pés também apresentam diferenças na coloração. As pernas da fêmea de Tangará são rosadas, já as pernas da fêmea de Rendeira e de Tangará-principe são amarelo-alaranjadas.
O bico da fêmea de Tangará é o mais curto dentre as três espécies, sua maxila apresenta um curvatura acentuada e sua coloração é chifre-rosada. O bico da fêmea do Tangará-príncipe apresenta forma e curvatura similar ao da fêmea do Tangará, entretanto sua coloração é verde-oliva escuro. A fêmea do Tangará-príncipe apresenta uma distintiva crista rudimentar na fronte, bem próximo ao bico da ave. Já a maxila da fêmea do Rendeira é menos curvada que a maxila da fêmea do Tangará. A coloração do bico da fêmea do Rendeira é ardósia. É o bico mais escuro dentre as três espécies, em alguns indivíduos ele é quase preto.
A forma da cabeça também é distinta entre a fêmea do Rendeira e a fêmea do Tangará, esta última possui a forma da cabeça mais arredondada que a da fêmea do Rendeira, onde a cabeça é mais chata e proporcionalmente maior em relação ao corpo da ave.
A fêmea do Tangará apresenta um estreito anel periocular rosado que muitas vezes vem acompanhado de uma rala plumagem pálida que não é encontrada nas fêmeas de Rendeiras onde o anel periocular é escuro, o que faz parecer ser o olho do Rendeira maior que o olho da fêmea do Tangará. Na fêmea de Tangará-príncipe o anel periocular é verde-pálido, quase da mesma cor da plumagem. O flautim não possui dimorfismo sexual, tanto machos quanto fêmeas tem coloração semelhante entre si. Podem ser confundidos com fêmeas de tangará por apresentarem anel periocular claro, bico curto, coloração verde e por viverem nos mesmos ambientes. Porém, são distinguíveis de tangará por apresentarem porte mais alongado, cauda longa e de ponta quadrada e uma coloração bronzeada nas asas e retrizes caudais.

Alimentação

O tangará é onívoro, alimentando-se de bagas e pequenos artrópodes. Aprecia a Michelia champaca (magnólia-amarela) e fruta do sabiá.

Reprodução

As fêmeas têm o seu próprio território ao redor do ninho, onde constroem uma cestinha rala numa forquilha bem alta que esteja próximo a água, utilizando-se de teias de aranha para colar o material da construção. Deposita dois ovos de fundo pardacento com desenho mais escuro. A incubação dos ovos é feita pelas fêmeas, durante 18 dias; os filhotes abandonam o ninho após 20 dias, passando a se alimentar e defender sozinhos. O sistema de acasalamento é poligínico, em que machos (2 a 7) se agregam em locais tradicionais ou leks, para fazerem exposições cooperativas no sub-bosque, onde existe uma hierarquia linear de domínio que pode persistir por anos. O macho dominante do grupo se comporta como um sentinela no alto de um poleiro, na tentativa de atrair fêmeas para a corte (Foster, 1981).

Os hábitos do tangará impressionaram vivamente Cardim, que depois de o descrever como sendo mais ou menos do tamanho de um pardal, de cor preta, exceto a cabeça, que é de um amarelo alaranjado muito suave, acrescenta: «[…] não canta, mas tem uma cousa maravilhosa que tem acidentes como de gota coral, e por esta razão o não comem os índios por não terem a doença; têm um género de baile gracioso, um deles se faz de morto, e os outros o cercam ao redor, saltando, e fazendo um cantar de gritos estranhos que se ouve muito longe, e como acabam esta festa, grita, e então todos se vão, e acabam sua festa, e nela estão tão embebidos quando a fazem que ainda que sejam vistos, e os espreitem não fogem»

Hábitos

Entre os seus principais hábitos, está a típica dança pré-nupcial, onde os machos se revelam verdadeiros acrobatas, enfileirando-se vários deles num galho e exibindo-se ante a fêmea, um de cada vez. Depois de executarem o rito, cada um volta ao fim da fila e espera a vez de exibir-se novamente.

Predadores

Distribuição Geográfica

Habita a mata atlântica brasileira, do sul da Bahia, do sudeste e sul do Brasil, do Paraguai e nordeste da Argentina (Província de Missiones).

Referências

Galeria de Fotos